sub zero

Enquanto o Brasil enfrenta mais um verão escaldante, a Europa congela em temperaturas extremas. Descubra como as mudanças climáticas estão redefinindo os invernos no mundo e o que isso significa para o nosso futuro

O que você vai ler hoje:
❄️Europa paralisa com onda de frio extremo: mortes, voos cancelados e cidades congeladas
⚖️Trump retira EUA da ONU e entrega liderança climática mundial à China
♻️ Até 2027, suas roupas virão com "passaporte verde" na etiqueta

Europa paralisa com onda de frio extremo: mortes, voos cancelados e cidades congeladas

CLIMA

Uma onda de frio extremo paralisa a Europa, provocando mortes, cancelamentos massivos de voos e restrições de deslocamento sem precedentes. Com temperaturas chegando a –12,5°C no Reino Unido e quase 40 cm de neve nos Bálcãs, governos adotam medidas de emergência para evitar o colapso total da mobilidade urbana.

A companhia aérea KLM cancelou cerca de 1.000 voos apenas em um dia para evitar que passageiros ficassem retidos no aeroporto de Schiphol, um dos maiores hubs da Europa. Na França, 40% dos voos no aeroporto Charles de Gaulle foram suspensos preventivamente.

Autoridades holandesas orientaram a população a evitar deslocamentos não essenciais, enquanto na Escócia discute-se o uso de forças militares para desobstruir estradas e abastecer comunidades isoladas.

Até agora, a onda de frio já causou pelo menos seis mortes – cinco na França e uma nos Bálcãs – além de enchentes, quedas de energia e o fechamento de escolas. O evento extremo reforça uma ironia climática: em um planeta em aquecimento, episódios de frio intenso podem se tornar mais frequentes e caóticos. ❄️

Trump retira EUA da ONU e entrega liderança climática mundial à China

GEOPOLÍTICA CLIMÁTICA

Em uma decisão histórica, o governo Trump anunciou a retirada formal dos EUA da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC) – tratado que sustenta o Acordo de Paris e toda a diplomacia climática global desde 1992. A saída, que deve ser efetivada em um ano, isola os EUA das principais negociações internacionais e entrega vantagem estratégica à China no cenário verde mundial.

A diferença é crucial: sair do Acordo de Paris era um passo atrás; abandonar a UNFCCC é desmontar a estrutura legal que permite monitorar, negociar e coordenar políticas climáticas multilaterais. Os EUA, responsáveis por 11% das emissões globais, perdem influência sobre normas, financiamentos e regras do mercado de carbono.

Enquanto isso, a China – maior emissor mundial – domina tecnologias de energia limpa como solar, eólica e veículos elétricos, posicionando-se para definir as regras futuras da transição energética global. Apesar de ainda depender do carvão, sua influência cresce no vácuo deixado por Washington.

A decisão não é apenas simbólica: enfraquece a arquitetura multilateral de combate às mudanças climáticas em um momento crítico para limitar o aquecimento a 1,5°C. O mundo agora enfrenta uma pergunta incômoda: quem liderará quando a maior potência histórica abandona a mesa? 🌍⚖️

Até 2027, suas roupas virão com "passaporte verde" na etiqueta

MODA

A União Europeia está prestes a revolucionar a indústria da moda. Até 2027, todas as roupas que entrarem no bloco poderão ser obrigadas a trazer um "passaporte digital de produto" – uma etiqueta ou código QR que revelará toda a história socioambiental da peça, desde a origem da matéria-prima até o consumo de água e energia na produção.

A iniciativa, que visa acabar com o greenwashing, dará aos consumidores acesso a dados sobre condições de trabalho, emissões de carbono e até o uso de químicos. Para marcas, será necessário comprovar cada alegação de sustentabilidade – um desafio especialmente para países como Bangladesh, segundo maior exportador de vestuário do mundo, onde pequenos produtores precisarão de apoio tecnológico e financeiro para se adaptar.

Empresas já testam sistemas com blockchain para garantir rastreabilidade imutável. "Os fabricantes terão controle sobre o que divulgam", explica Md. Muyeed Hasan, da plataforma Aware. A medida pressiona toda a cadeia, mas promete transparência histórica em um setor responsável por US$ 1,7 trilhão anuais e notório por impactos ambientais e sociais.

A era da moda invisível está com os dias contados. Agora, cada peça contará sua própria história – para bem ou para mal. ♻️