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de volta ao normal
Como anda a volta da rotina por aí? Apesar da pausa, as mudanças ao redor do mundo não param, especialmente quando o assunto é sustentabilidade
O que você vai ler hoje:
🌍Após saída dos EUA do Acordo de Paris, quem vai liderar a luta climática global?
🤝Veg Day: quando celebrar também é refletir sobre o futuro
🥕De resíduo a superproteína: cientistas criam alimento vegano a partir de sobras de cenoura
⚡️Data centers estão se tornando os novos vilões climáticos da era digital
Após saída dos EUA do Acordo de Paris, quem vai liderar a luta climática global?
GEOPOLÍTICA CLIMÁTICA

Com os Estados Unidos formalizando sua saída do Acordo de Paris em janeiro de 2026, o tabuleiro climático mundial passa por uma reconfiguração histórica. O país, responsável por 11% das emissões globais e principal financiador internacional (US$ 9,5 bilhões/ano), deixa um vácuo de liderança que a União Europeia e a China tentam preencher – cada uma com suas contradições.
A UE mantém metas ambiciosas: corte de 90% nas emissões até 2040. Mas flexibilizou regras ambientais para proteger sua indústria, gerando críticas sobre seu papel como “líder verde”. Já a China, maior emissor mundial (30%), domina a produção de tecnologias renováveis enquanto ainda expande usinas a carvão – um duplo papel que a coloca como peça-chave, mas não necessariamente confiável, na transição global.
O movimento expõe uma realidade dura: países em desenvolvimento, com apenas 5,4% dos investimentos em renováveis, detêm recursos críticos como lítio e dependem de coalizões que ainda estão por se consolidar. O desafio agora é evitar que a governança climática vítima de uma guerra geopolítica silenciosa. 🌍⚖️
Veg Day: quando celebrar também é refletir sobre o futuro
PATROCINADO

✨O fim de ano é sempre um momento de celebrar conquistas e refletir novos objetivos, e ainda, o futuro que queremos construir. Em um mundo que pede escolhas mais conscientes, os encontros ganham novos significados: tornam-se espaços de troca, alinhamento e inspiração.
Foi com esse espírito que a Vida Veg realizou o Veg Day, no dia 13 de dezembro, seu evento de fim de ano e um marco simbólico na celebração de 10 anos da marca, completados em 2025. Mais do que comemorar uma trajetória, o encontro reuniu pessoas, ideias e propósitos que ajudaram a construir a empresa ao longo dessa década.
❤️🤝O Veg Day resgatou o “porquê” da Vida Veg, mostrando que cada sócio chegou até aqui movido por uma diversidade de ideias que se tornou um dos pilares da marca. Propósitos distintos, um mesmo destino: unir sabor, saúde, sustentabilidade e impacto positivo.
Ao celebrar seus 10 anos, a Vida Veg reafirma compromissos com responsabilidade, coerência e um futuro mais equilibrado e segue em frente convidando todos a continuarem fazendo parte dessa história construída por escolhas conscientes.
De resíduo a superproteína: cientistas criam alimento vegano a partir de sobras de cenoura
ALIMENTAÇÃO

Cientistas acabam de transformar um problema em solução nutritiva. Um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry revela que resíduos do processamento de cenouras podem ser a base para uma nova fonte de proteína vegana, cultivando fungos comestíveis diretamente nas sobras da indústria alimentícia.
A pesquisa descobriu que o micélio (a parte vegetativa dos fungos) produzido a partir desses resíduos tem valor biológico semelhante às proteínas animais e vegetais, com baixo teor de gordura e alto teor de fibras. Nos testes, hambúrgueres feitos com essa proteína fúngica foram preferidos pelos voluntários em relação aos tradicionais de soja.
A espécie Pleurotus djamor (cogumelo-ostra rosa) apresentou o melhor desempenho, crescendo rapidamente em subprodutos de cenouras laranjas e pretas usadas na produção de corantes naturais. O processo é eficiente e ocupa pouco espaço, oferecendo uma alternativa sustentável para um mundo onde 1 em cada 11 pessoas enfrenta fome enquanto bilhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas.
Esta é a economia circular no prato: transformar resíduos em nutrição, sem expandir terras agricultáveis. 🥕♻️
Data centers estão se tornando os novos vilões climáticos da era digital
TECNOLOGIA & ENERGIA

Enquanto a inteligência artificial avança a velocidade impressionante, seus custos energéticos ameaçam descarrilar a transição climática global. Data centers – que já consomem 1% de toda a eletricidade mundial – devem mais que dobrar sua participação na demanda até 2035, especialmente nos países ricos, onde responderão por até 20% do crescimento do consumo elétrico nesta década.
O problema não está só no volume, mas na fonte: combustíveis fósseis, principalmente gás natural e carvão, ainda dominam a operação diária dessas estruturas. Nos EUA, o gás natural deve abastecer a maior parte dos data centers nos próximos anos, enquanto autoridades já justificaram a reativação de usinas a carvão para sustentar a corrida pela IA. Na China, a situação é semelhante, e na Irlanda, o crescimento dos data centers já anulou ganhos obtidos com energias renováveis.
“Estamos implantando a IA sem ter uma boa noção de quanto de energia ela realmente consome”, alerta Sasha Luccioni, líder climática da Hugging Face. Apesar de prometerem eficiência em outros setores, os data centers operam com pouca transparência e regulação insuficiente, tornando-se um ponto cego perigoso na agenda climática global. ⚡️🌍