até o gelo virou vítma

E também virou cobiça. Enquanto o Ártico derrete, EUA, China e Rússia disputam a Groenlândia por seus minerais estratégicos. Entenda essa nova guerra fria no topo do mundo.

O que você vai ler hoje:
❄️ Degelo do Ártico vira tabuleiro geopolítico: Trump mira Groenlândia por seus minerais estratégicos
🌡️ 2025 foi o terceiro ano mais quente da história e não é só um número
⚡ São Paulo já usa mais etanol que gasolina nos transportes
🌿Um prato com 20 camadas pode revolucionar os descartáveis

Degelo do Ártico vira tabuleiro geopolítico: Trump mira Groenlândia por seus minerais estratégicos

GEOPOLÍTICA CLIMÁTICA

O degelo acelerado do Ártico está transformando a Groenlândia em um dos territórios mais cobiçados do planeta. O governo Trump retomou publicamente a intenção de "adquirir ou controlar" a ilha autônoma dinamarquesa, justificando a medida como "essencial para a segurança nacional" dos EUA. Por trás da retórica, há uma corrida por recursos minerais críticos e uma nova rota geopolítica que o aquecimento global está abrindo.

A Groenlândia abriga a segunda maior reserva mundial de terras raras (36–42 milhões de toneladas), minerais indispensáveis para turbinas eólicas, veículos elétricos e tecnologias verdes. Com o Ártico aquecendo 3 a 4 vezes mais rápido que a média global, o acesso a petróleo, gás e minérios antes inacessíveis se torna viável – reposicionando a região no centro de uma disputa entre EUA, China e Rússia.

A tensão já mobiliza tropas: Alemanha, Suécia e Noruega anunciaram envio de soldados à Groenlândia a pedido da Dinamarca, enquanto senadores americanos tentam barrar juridicamente qualquer tentativa de anexação. O paradoxo é claro: a transição energética global depende dos mesmos minerais que alimentam uma nova guerra fria no Ártico – e o degelo é o acelerador de ambos. ❄️⚔️

2025 foi o terceiro ano mais quente da história e não é só um número

CRISE CLIMÁTICA

O ano de 2025 entrou oficialmente para os registros climáticos como o terceiro mais quente da história, com temperatura média global 1,47°C acima dos níveis pré-industriais. Dados do serviço europeu Copernicus confirmam que os últimos três anos (2023-2025) formam o primeiro triênio consistentemente acima do limite crítico de 1,5°C estabelecido no Acordo de Paris.

O dado mais alarmante? Mesmo sob a influência do La Niña – fenômeno que naturalmente resfria o clima – 2025 manteve temperaturas extremas. A Antártida viveu seu ano mais quente já registrado, enquanto o Ártico teve o segundo, com perda acelerada de gelo marinho. Na Europa, a média ficou 1,17°C acima da referência 1991-2020.

A causa principal segue sendo as emissões humanas de gases de efeito estufa, agravadas pelo aquecimento dos oceanos. Ondas de calor, incêndios florestais e tempestades intensas são agora a expressão cotidiana desse novo patamar térmico.

O relatório deixa claro: ultrapassar 1,5°C deixou de ser uma projeção distante para virar realidade imediata. E a janela para ação está se fechando mais rápido do que se previa. 🌡️

São Paulo já usa mais etanol que gasolina nos transportes

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Em 2024, 59% da energia consumida em São Paulo veio de fontes renováveis, superando a média nacional (50%) e colocando o estado como líder na transição energética brasileira. O dado mais simbólico: o etanol superou a gasolina pela primeira vez no setor de transportes, respondendo por 28,5% do consumo contra 22,4% do derivado de petróleo.

O estado produziu 13,8 bilhões de litros de etanol – 37% do total nacional – e se consolidou como exportador líquido do biocombustível. Além da cana-de-açúcar, a matriz diversificou-se: energia solar fotovoltaica cresceu 16%, atingindo 12% da geração elétrica paulista e se tornando a terceira maior fonte, atrás apenas de hidrelétrica e biomassa.

O avanço ocorre mesmo com uma queda de 15% na geração hidrelétrica, compensada pelo crescimento das renováveis. A combinação de etanol, solar, biogás e resíduos industriais mostra que a transição energética não é apenas possível, mas já está em curso – e com resultados concretos. ⚡🌿

Um prato com 20 camadas pode revolucionar os descartáveis

INOVAÇÃO & SUSTENTABILIDADE

Imagina um prato descartável que você não joga fora – apenas descasca uma camada e ele fica novo. A startup norte-americana Peelware criou exatamente isso: um utensílio com 20 camadas ultrafinas de papel que podem ser removidas uma a uma, reduzindo 90% do resíduo gerado pelos descartáveis tradicionais.

Feito de polpa de madeira e bagaço de cana, o produto é 99,5% compostável em casa e totalmente livre de plásticos, colas, corantes ou químicos persistentes. A fina camada restante (0,5%) é um revestimento à base de areia aprovado pelo FDA, resistente a 400°C e biodegradável em componentes naturais não tóxicos.

A inovação está no processo: as camadas são prensadas a calor, sem aditivos, mantendo-se estáveis até o uso. Cada prato ocupa 10 vezes menos espaço que um descartável comum, impactando logística, armazenamento e destino final. A linha já inclui tigelas e copos com superfície impermeável à base de plantas.

Ideal para eventos e pessoas com limitações motoras, a solução mostra que é possível conciliar praticidade e circularidade – sem deixar rastro. 🌿